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O muro

Atividades criadas por Nóia Kern( coisa mais maravilhosa do mundo, para o meu gosto)
DESDOBRES DA LEITURA DO LIVRO O MURO
PROFESSOR: Estes Desdobres da Leitura têm o objetivo de auxiliá-lo a lançar  um olhar diferente no cotidiano da leitura. Não abordaremos as coisas óbvias, vamos chamar sua atenção para alguns aspectos que - no ardor ou rapidez da leitura - podem passar despercebidos ao leitor. 

INFORMANDO:
Para conhecer melhor um(a) autor(a) pode-se ler a biografia dele (a) e também pode-se ler outros livros dele (a). Um bom autor sempre pode mostrar um mundo novo a cada livro.

Agora, vamos conversar especificamente sobre o livro O Muro, da escritora Christina Dias, ilustrado por Elma.
DESDOBRE 1:  CAPA : para que você não perca um detalhe vamos destacar para você:

  1. O nome da editora:  é poético e a logomarca muito delicada.
  2. O material de que é feita a capa.
  3. O buraco  circulado de preto  por onde um olho nos espia. Como se apresenta esse olho? parece ser de um adulto ou de uma criança?

DESDOBRE 2 : ABRA O LIVRO

  1. Você encontrará aquele olho que  espiava e a constatação é imediata: é o rosto de uma criança de aparência suave, onde se destacam os olhos: tristes? assustados? perplexos? serenos? etc.  Agora pode ser a hora de conversar, com seus alunos, sobre as diferentes nuances de um olhar e tudo o que ele pode significar.
  2. Há inúmeras possibilidades de olhar: desde olhar para o coleguinha ao lado até lançar um olhar sobre a escola, a família, a sociedade. É preciso olhar e ver.

DESDOBRE 3: O NOME

  1. Libório (p.6) é o nome do personagem. Não é um nome comum, por isso se transforma em nome muito especial. Conduzir a reflexão sobre o que significa ter um nome, por isso próprio e como ele poderá nos acompanhar até depois de nossa morte.
  2. Uma atividade divertida: fazer um levantamento de nomes estranhos, diferentes que cada um conhece.
  3. Destacar a importância da certidão de nascimento onde nós “certificamos” nossa existência através de nosso nome.

DESDOBRE 4: O MORRO E O MURO (ps. 8 e 9 )

  1. Libório mora em um morro – de cristal! – de onde avista o muro. Observar como as palavras se parecem na escrita quanto ao número de sílabas e as letras que as compõem. Será que elas podem se “assemelhar” no significado? Ou são completamente diferentes?

DESDOBRE 5: O MURO E PAISAGEM (p. 12)

  1. Libório constatou que o muro era alto e que havia árvore, água, flores, barquinho. Perguntar aos alunos se eles têm o costume de observar o caminho que fazem até chegar à escola. Para ajudar a pensar lembrar de Paulo Freire que afirmou: “A leitura de mundo precede a leitura da palavra”.
  2. Convidar os alunos a fazer um relato através de uma pintura ou  colagem, ou um bordado, etc. etc.. Se possível contar com a  ajuda de um adulto da família sobre o caminho que percorrem até chegar à escola. Encaminhá-los à constatação de que passamos pelo mesmo lugar e, muitas vezes, olhamos e não vemos.

DESDOBRE 6: O MURO E CURIOSIDADE (p. 14, 15 e 16)

  1. Libório “ não enxergava nada por inteiro”  mas “sentia os cheiros, via as cores”. Conduzir uma reflexão para as outras possibilidades de “ver”  as coisas, através dos outros órgãos dos sentidos.
  2. O estrondo ou explosão provoca em Libório a vontade de ver e saber o que havia acontecido. Comentar com os alunos as descobertas que a curiosidade provoca.  Contudo é preciso ressaltar que a prudência deve acompanhar a curiosidade. Destacar os “curiosos” anônimos inventores ou os famosos que podem ser considerados gênios.

DESDOBRE 7 – A PERCEPÇÃO (p. 16, 17 e 20)

  1. Quando Libório subiu no morro de cristal “para ver mais longe”  percebeu as coisas com mais clareza. Custou a entender. Levar o leitor a refletir o significado real e a diferença entre ver, perceber, sentir.
  2.  Conduzir a leitura e a reflexão para as possibilidades de mudanças que nós mesmo podemos provocar e alcançar.

 DESDOBRE 8- SER DONO DO MUNDO (p. 24)

  1. Provocar uma discussão sobre o que é ser dono do mundo e como o mundo de cada um possui diferenças.

DESDOBRE 9-  A IMPORTÂNCIA DA CONVIVÊNCIA (p. 26)
Quando Libório lamenta não ter para quem contar as descobertas que fez e o que as palavras disseram, salientar duas possibilidades:

  • como é importante ter amigos com quem trocar confidências;
  • as palavras têm significados mais profundos e mais intensos do que aparentam.
  • Convidar os alunos a brincar de criar mundos, onde os amigos são valorizados e que através das palavras podemos conquistar ou afastar as pessoas.   
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